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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Troca de Valores

Existem algumas coisas na vida que são difíceis de reconhecer e piores ainda de admitir, confesso ainda que se não estivesse aqui tão longe de tantas pessoas queridas, acho que nunca escreveria publicamente nenhuma dessas coisas. E quando isso começa a acontecer, pode ser que seja um sinal de fim dos tempos...

Bom, o caso é que, hoje, eu me vi super-luper-hiper-liper empolgada para ver o novo trailer do novo filme do Harry Potter, fui lá toda feliz e desesperada para ver logo, mas quem me conhece há algum tempo sabe o quanto eu era totalmente contra todo esse alvoroço ao redor dos livros dele, afinal, para mim,  era só uma série de livros que contavam uma história quase igual a uma das melhores revistas em quadrinhos já lançadas. Enfim, há algum tempo atrás, fazer isso beirava à heresia, agora, estou até planejando em comprar a edição comemorativa de todos os livros que vêm numa caixa mó legal!!! :)

A moral da história é que isso me fez pensar em um monte de coisas, em quantas coisas mudaram, quantos valores meus foram trocados. É só lembrar: primeiro Coca-cola, depois McDonalds, depois Estados Unidos, depois dona-de-casa e agora Harry Potter!!!!!!! Para onde esse mundo está indo??? (Melhor não saber e descer no próximo ponto.)

É como se tudo o que me definisse fosse caindo por terra!! Eu culpo tudo no capitalismo que eu vivo. Na dúvida, a culpa é do capitalismo, muito mais fácil.

Ainda bem que algumas coisas ainda me salvam de queimar no fogo eterno, como The Big Bang Theory, Comic Con e o novo filme do Star Trek.

Ah! E antes que alguém me pergunte: Não, eu não vou vender minha alma para a Microsoft.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Crise de imigrante

Tá bom! Tá bom! Contrariando os pedidos eu não vou mais falar sobre economia, já provei o suficiente o quanto eu não sei nada sobre isso!

E também porque eu não quero parecer a Mírian Leitão, viu, Carlos? :P
Ao invés disso, vou falar sobre uma coisa que eu conheço bem! Vou falar sobre uma crise que eu já vi atacar muitas pessoas e estou sendo vítima ultimamente.

Ser imigrante é bem difícil. Só sabe do que eu estou falando quem já passou por isso. Você está longe dos seus amigos, alguns também longe da sua família, em um lugar bemmm diferente do que você está acostumado. E, no começo, é até legal, porque é como uma aventura! Você vai descobrir coisas novas, visitar lugares novos, conhecer novas pessoas, mas depois de um tempo esse sentimento de "férias" acaba e você acaba percebendo que aquela é a sua nova realidade e você precisa se adaptar a isso.

Mas se fosse só o fato de se sentir um peixe fora d'água talvez isso não fosse não tão ruim. O que eu, realmente, acho pior em tudo isso é que, com o fato de você ter que se acostumar a falar uma língua estrangeira no dia a dia, você acaba se esquecendo da sua própria.

Ou seja, no meu caso, não sei falar inglês direito e estou esquecendo o pouco que eu sabia do português! =/ Muito duro, isso...

Acontece assim, logo que você tem contato com pessoas que viveram no exterior por muito tempo e começa a perceber esse movimento nelas, de introduzir palavras em outra língua no meio de uma conversa em português sem motivo aparente,  é, praticamente, inevitável que você pense que a pessoa está querendo se exibir. O que você não sabe é que, com essa reação, você está cuspindo para cima.

Aí é só esperar. Pode levar alguns meses, ou até um ano, mas mais cedo ou mais tarde, você se vê exatamente na mesma situação. E começa a perguntar: "Como se fala "tal coisa" em português, mesmo?" Aí, meu filho, já é tarde! O processo já está em andamento... 

O segundo passo é esquecer como se escrevem certas coisas, né, Wildiney?  E isso só aumenta o seu desespero, pelo menos o meu aumenta! E você começa a ler coisas em português para tentar reverter, ou pelo menos retardar um pouco, o efeito.

Eu ainda não sei o que vai ser depois, mas eu só espero que eu não comece a falar português como se eu fosse gringa...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Dona de Casa exemplar

Muito prazer! :)
Antes de ir ao Brasil eu estava meio que tentando não me entregar a essa minha nova realidade, mas, depois de um ano aqui e perceber que um trabalho legal (em todas as suas denotações) não será uma tarefa tão fácil assim a menos que eu volte para o verdelindo, resolvi assumir minha posição de dona de casa.
Um dia desses, um amigo meu me perguntou se eu estava fazendo a janta e aquilo me pareceu tão irreal que eu respondi: "Claro que não!" E, aí, ele veio com uma constatação que me afetou mais que eu esperava: "E não é isso que se espera de uma esposa que não está trabalhando?"
Tá bom, eu deixo ele me afetar demais, mas fiquei pensando nisso e acho que, no fundo, eu não gostei porque eu acho que ele está certo. Então, agora, enquanto eu for dona de casa, eu serei uma dona de casa exemplar! (Obrigada, Rafael)
Mas tudo vai depender do meu humor, claro! No dia que estiver no humor, eu cozinho. No dia que eu estiver no humor, eu arrumo. No dia que estiver no humor, eu faxino. Tudo bem que ultimamente nenhum desses humores têm se manifestado, mas eu tenho esperado aqui, quietinha, até que algum deles desperte.
Enquanto isso, tenho mais tempo para escrever no meu blog que ficou esquecido tanto tempo, não é?