O comentário do Kelps sobre os comerciais das rádios me fez ficar com vontade de comentar os comerciais daqui.
Tanto os comerciais das rádios quanto os da TV são hilários!! Eu fico imaginando que tipo de pessoas fazem esses comerciais, a maioria deles é inacreditável!
No começo, eu fiquei assustada, mas agora já acostumei.
O primeiro fato é como o Kelps falou, um monte de comerciais são versões Polishop tanto na TV como na rádio.
Uns outro tantos são comerciais versões anos 80. Na TV, as pessoas até se vestem como nos inícios dos anos 80 e se bobear, esses comerciais são realmente os mesmos desde os anos 80. Tem um comercial que é de uma concessionária super famosa daqui chamada Maroone, daí no comercial eles tocam a música dos caça-fantasmas: "Who do they call?" Daí um coro responde: "Maroone!!!"! Eu sempre dou risada, é inevitável!
Agora, uma categoria totalmente diferente são os comerciais de remédio.
A maioria dos americanos é louca por causa de remédio, toma remédio para qualquer coisa; outra coisa que americano é louco, é processo, qualquer coisa eles processam. Os caras que fazem comerciais de remédio sabem disso, então o resultado é mais ou menos assim:
* Na rádio: Passa o comercial normal do remédio, daí nos últimos 2 segundos (sim, segundos) o cara tem que falar todas as contra-indicações e efeitos colaterais do remédio. Então já viu, né? É numa carreira, só! Não dá para entender nada!!! Eu sempre fico achando que no final alguém vai gritar: Goooollll!!
Eu até brinco com o Wagner que se você quer saber se você realmente está bom no inglês é só ver se você consegue entender tudo o que o cara fala no final desses comerciais.
* Na TV: Começa o comercial lá, tudo bunitinho, vai indo tudo bem. Daí da segunda metade pro final do comercial, começa uma pessoa falando em cima do comercial, mas é em cima mesmo (!!), de todas as contra-indicações e efeitos colaterais dos remédios. Fica muito estranho!! Você não consegue entender direito o que o comercial tá falando, nem o que o cara tá falando. E tem alguns, que são de depressão, que podem causar infarto, derrame e que eles avisam que a sua situação vai piorar antes de melhorar e no fundo passando o comercial com todas as pessoas felizes e sorrindo. Eu e o Wagner só ficamos dando risada...
* Nas revistas: O comercial do remédio é numa página e as duas ou três seguintes são só sobre as contra-indicações e efeitos colaterais (!!).
A impressão que eu tenho é que eles falam muito mais das coisas que podem dar errado do que o bom efeito do remédio, mesmo.
Vai entender...
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Nas ondas das AM's / FM's
Vou falar um pouco do que andamos ouvindo por aqui nas rádios do Sul da Flórida.
De uma forma geral, não gostamos muito da maioria das rádios que tocam por aqui, sério!
Assim como na TV, depois eu falo melhor sobre isso, a divisão das emissoras aqui é mais ou menos assim:
* 50% a 70% das emissoras são latinas ou bem hip-hops e rappers;
* 20% só tocam pop o que eu ou o Wagner não gostamos quase nada;
* 5% são rádios de notícia.
O que sobra de tudo isso é o que a gente ouve, ou seja, uma rádio de música clássica a Classical South Florida e a outra é a única rádio rock do sul da flórida a 93 Rock FM.
Bom, a 93 Rock é o que eu e o Wagner chamamos de rádio Guitar Hero / Rock Band (para quem não sabe, Guitar Hero e Rock Band são jogos para videogames, onde você ou é somente um astro da Guitarra ou pode ser qualquer integrante de uma banda, se quiser saber mais basta clicar no link de cada um). É sério, 99% das músicas que tocam nessa rádio fazem parte do repertório de um dos jogos, chegando realemente ao fato do repertório de música deles estar restrito praticamente aos repertórios dos jogos. Eu até comentei com o Wagner que ainda bem que lançaram seqüências para os jogos porque quem sabe assim eles aumentam o repertório deles.
Bom, ainda não voltei a ouvir a 93 de novo para saber se melhorou depois dos novos lançamentos de Guitar Hero World Tour e Rock Band 2, mas isso é porque o nosso rádio praticamente só toca Classical South Florida! :)
A Clasical South Florida é uma rádio pública que sobrevive de doações e toca todo tipo de música clássica, instrumental, ópera, folclórica e já ouvi até Carmen Miranda tocando. Eu, simplesmente, adoro essa rádio, algumas vezes estamos no carro ouvindo e eu ouço alguma música legal ou engraçada (é incrível como músicas clássicas parecem desenhos animados), daí eu chego em casa e corro para o site para pegar o nome da música e do compsitor para ver se eu acho para ouvir ou fazer download depois.
E estou aumentando o meu repertório de artistas preferidos, a minha mais nova aquisição é o Mark O'Connor, o cara, de uma forma geral, toca folk, mas a música que me fisgou foi Butterfly's Day Out, acho que é uma das músicas mais lindas que já ouvi em toda a minha vida.
E assim, vamos seguindo, acho que meu próximo relato será sobre as emissoras de TV. Vamos ver...
De uma forma geral, não gostamos muito da maioria das rádios que tocam por aqui, sério!
Assim como na TV, depois eu falo melhor sobre isso, a divisão das emissoras aqui é mais ou menos assim:
* 50% a 70% das emissoras são latinas ou bem hip-hops e rappers;
* 20% só tocam pop o que eu ou o Wagner não gostamos quase nada;
* 5% são rádios de notícia.
O que sobra de tudo isso é o que a gente ouve, ou seja, uma rádio de música clássica a Classical South Florida e a outra é a única rádio rock do sul da flórida a 93 Rock FM.
Bom, a 93 Rock é o que eu e o Wagner chamamos de rádio Guitar Hero / Rock Band (para quem não sabe, Guitar Hero e Rock Band são jogos para videogames, onde você ou é somente um astro da Guitarra ou pode ser qualquer integrante de uma banda, se quiser saber mais basta clicar no link de cada um). É sério, 99% das músicas que tocam nessa rádio fazem parte do repertório de um dos jogos, chegando realemente ao fato do repertório de música deles estar restrito praticamente aos repertórios dos jogos. Eu até comentei com o Wagner que ainda bem que lançaram seqüências para os jogos porque quem sabe assim eles aumentam o repertório deles.
Bom, ainda não voltei a ouvir a 93 de novo para saber se melhorou depois dos novos lançamentos de Guitar Hero World Tour e Rock Band 2, mas isso é porque o nosso rádio praticamente só toca Classical South Florida! :)
A Clasical South Florida é uma rádio pública que sobrevive de doações e toca todo tipo de música clássica, instrumental, ópera, folclórica e já ouvi até Carmen Miranda tocando. Eu, simplesmente, adoro essa rádio, algumas vezes estamos no carro ouvindo e eu ouço alguma música legal ou engraçada (é incrível como músicas clássicas parecem desenhos animados), daí eu chego em casa e corro para o site para pegar o nome da música e do compsitor para ver se eu acho para ouvir ou fazer download depois.
E estou aumentando o meu repertório de artistas preferidos, a minha mais nova aquisição é o Mark O'Connor, o cara, de uma forma geral, toca folk, mas a música que me fisgou foi Butterfly's Day Out, acho que é uma das músicas mais lindas que já ouvi em toda a minha vida.
E assim, vamos seguindo, acho que meu próximo relato será sobre as emissoras de TV. Vamos ver...
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Yes, we can!
Essa foi a frase que marcou a campanha do 44o. presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama.
Me restringi a postar algo sobre a eleição só agora, primeiro porque eu nunca consegui assistir a um debate inteiro, apesar de ter visto os resumos, segundo porque como estamos falando das eleições dos EUA, a impressão que eu tenho é que todo mundo sabe mais do que eu o que está acontecendo e depois porque eu não voto aqui e isso de algum modo me manteve longe da política, acreditem se quiserem.
Mas agora que tudo passou, eu vou falar. Primeiro, a parte histórica que essa eleição representa, Obama é o primeiro presidente negro dos EUA e, com ele, Joe Biden é o primeiro vice-presidente católico e essa foi a primeira eleição onde não concorreram nem um presidente, já que o atual não poderia se re-eleger (graças a Deus) , nem um vice-presidente, já que o atual vice preferiu não concorrer (me pergunto se isso tem alguma a ver com a desaprovação recorde do presidente).
Segundo, e mais importante, a parte emocional que se viu nessa eleição, a vitória de Obama, eu comparo de certo modo à vitória do Lula, também histórica. Obama, apesar de negro, não nasceu pobre; Lula, apesar de ter nascido pobre, é branco. Foi como um grito que cada uma dessas classes quisessem dar. E elas foram ouvidas. Ambas eleições significaram promessas de mandatos de possibilidades. E quando eu comecei a ver a celebração em massa, pessoas emocionadas, multidões eufóricas, me fez pensar que eu já tinha visto esse filme antes.
O comentário que mais me tocou, e eu realmente estou comovida com essa vitória, foi quando um jornalista da CNN disse que, de uma forma geral, os negros são vetados em seus sonhos e com a eleição de Barack Obama, isso muda tudo. E, que agora, quando uma criança negra quiser ser um astronauta ou presidente dos EUA, ninguém poderá dizer que ela não pode. E que, resumindo, esse realmente é o país das possibilidades. Essa última frase foi repetidida pelo próprio Obama no seu discurso da "vitória" em Chicago. Para vocês terem uma idéia do impacto disso tudo, o jornalista mencionado também disse que sempre invejou as pessoas que viveram Martin Luther King Jr. e o discurso "I have a dream", mas que agora ele vive um momento igualmente (!!) histórico.
Não tenho muito além disso para falar, nada que vocês já não tenham tido acesso, mas eu só espero que as possibilidades sonhadas com Obama no poder se tornem realidades, pois como muito se ouve por aqui em tempos de Obama: já se foi tempo de brigar pelo o que nos separa, chegou a hora de ressaltarmos aquilo que nos une.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Crise de imigrante
Tá bom! Tá bom! Contrariando os pedidos eu não vou mais falar sobre economia, já provei o suficiente o quanto eu não sei nada sobre isso!
E também porque eu não quero parecer a Mírian Leitão, viu, Carlos? :P
Ao invés disso, vou falar sobre uma coisa que eu conheço bem! Vou falar sobre uma crise que eu já vi atacar muitas pessoas e estou sendo vítima ultimamente.
Ser imigrante é bem difícil. Só sabe do que eu estou falando quem já passou por isso. Você está longe dos seus amigos, alguns também longe da sua família, em um lugar bemmm diferente do que você está acostumado. E, no começo, é até legal, porque é como uma aventura! Você vai descobrir coisas novas, visitar lugares novos, conhecer novas pessoas, mas depois de um tempo esse sentimento de "férias" acaba e você acaba percebendo que aquela é a sua nova realidade e você precisa se adaptar a isso.
Mas se fosse só o fato de se sentir um peixe fora d'água talvez isso não fosse não tão ruim. O que eu, realmente, acho pior em tudo isso é que, com o fato de você ter que se acostumar a falar uma língua estrangeira no dia a dia, você acaba se esquecendo da sua própria.
Ou seja, no meu caso, não sei falar inglês direito e estou esquecendo o pouco que eu sabia do português! =/ Muito duro, isso...
Acontece assim, logo que você tem contato com pessoas que viveram no exterior por muito tempo e começa a perceber esse movimento nelas, de introduzir palavras em outra língua no meio de uma conversa em português sem motivo aparente, é, praticamente, inevitável que você pense que a pessoa está querendo se exibir. O que você não sabe é que, com essa reação, você está cuspindo para cima.
Aí é só esperar. Pode levar alguns meses, ou até um ano, mas mais cedo ou mais tarde, você se vê exatamente na mesma situação. E começa a perguntar: "Como se fala "tal coisa" em português, mesmo?" Aí, meu filho, já é tarde! O processo já está em andamento...
O segundo passo é esquecer como se escrevem certas coisas, né, Wildiney? E isso só aumenta o seu desespero, pelo menos o meu aumenta! E você começa a ler coisas em português para tentar reverter, ou pelo menos retardar um pouco, o efeito.
Eu ainda não sei o que vai ser depois, mas eu só espero que eu não comece a falar português como se eu fosse gringa...
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Pânico, pânico!
Tudo bem que eu disse que as coisas não estavam tão feias assim. Mas isso foi antes da notícia que eu tive logo ao acordar que um dos maiores bancos de varejo do país faliu e foi comprado por outro banco a pedido do governo.
Agora sim, estou muito, muito preocupada...
E, ok, eu admito! Eu não sei nada de economia!
Será um sinal de fim dos tempos?? Afinal até os ETs estão planejando uma visitinha.
Se alguém ver alguma coisa nos céus no dia 14/10, por favor me avise!
Agora sim, estou muito, muito preocupada...
E, ok, eu admito! Eu não sei nada de economia!
Será um sinal de fim dos tempos?? Afinal até os ETs estão planejando uma visitinha.
Se alguém ver alguma coisa nos céus no dia 14/10, por favor me avise!
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Meus five cents da Crise Econômica
Só para esclarecer algo que estão todos (ou quase todos me perguntando), eu vou comentar como estou vendo a crise aqui de dentro. E deixando bem claro que eu não sou economista e não entendo nada disso, posso estar completamente enganada, mas só vou dizer o que eu vejo.
Existe gente perdendo dinheiro, existe. Existe gente que perdendo a casa, existe. Mas, na minha opinião, sem desmerecer o sofrimento de ninguém, as coisas não estão tão feias assim.
Vejamos: Ao passo que tinha um monte, mas um monte mesmo, de pessoas pagando uma hipoteca surreal de cara pelas casas, hoje em dia eles podem negociar, já que alguns bancos estão preferindo receber alguma coisa do que não receber nada. E para aqueles que não querem fazer isso, podem sair de casa e pagar um aluguel mais barato que a hipoteca, já que não iam pagar a hipoteca, e o banco ia tomar a casa mesmo. Já vi pessoas fazendo qualquer um dos dois.
E a crise na bolsa? Bom, uma coisa é verdade, dificilmente alguém vai ficar pobre e morrer de fome porque perdeu dinheiro na bolsa, já que a maioria não tira o seu sustento daí. E como muitos economistas já disseram: se você conseguir segurar um pouco, as coisas vão voltar ao normal.
Aos que perderam emprego porque algum banco quebrou, aposto que conseguirão um outro emprego logo, logo. Inclusive, algumas pessoas receberam proposta de emprego na porta de um banco que quebrou.
Claro que esse não é o melhor dos mundos, mas se pensarmos bem, isso aconteceria mais cedo ou mais tarde. O mercado imobiliário, tido como o pivot dessa crise, estava super inflacionado. Uma hora alguém iria perceber que os imóveis não estavam valendo tanto assim.
E, depois, e aí estão os meus five cents, de vez em quando, uns chacoalhões como esses fazem os fracos caírem e somente os mais fortes continuarem.
É, mais uma vez, a lei da seleção natural agindo no mundo.
Putz! Esse post não ficou engraçado! Para resolver isso:
Entraram no bar: Joaquim, Manoel...
Existe gente perdendo dinheiro, existe. Existe gente que perdendo a casa, existe. Mas, na minha opinião, sem desmerecer o sofrimento de ninguém, as coisas não estão tão feias assim.
Vejamos: Ao passo que tinha um monte, mas um monte mesmo, de pessoas pagando uma hipoteca surreal de cara pelas casas, hoje em dia eles podem negociar, já que alguns bancos estão preferindo receber alguma coisa do que não receber nada. E para aqueles que não querem fazer isso, podem sair de casa e pagar um aluguel mais barato que a hipoteca, já que não iam pagar a hipoteca, e o banco ia tomar a casa mesmo. Já vi pessoas fazendo qualquer um dos dois.
E a crise na bolsa? Bom, uma coisa é verdade, dificilmente alguém vai ficar pobre e morrer de fome porque perdeu dinheiro na bolsa, já que a maioria não tira o seu sustento daí. E como muitos economistas já disseram: se você conseguir segurar um pouco, as coisas vão voltar ao normal.
Aos que perderam emprego porque algum banco quebrou, aposto que conseguirão um outro emprego logo, logo. Inclusive, algumas pessoas receberam proposta de emprego na porta de um banco que quebrou.
Claro que esse não é o melhor dos mundos, mas se pensarmos bem, isso aconteceria mais cedo ou mais tarde. O mercado imobiliário, tido como o pivot dessa crise, estava super inflacionado. Uma hora alguém iria perceber que os imóveis não estavam valendo tanto assim.
E, depois, e aí estão os meus five cents, de vez em quando, uns chacoalhões como esses fazem os fracos caírem e somente os mais fortes continuarem.
É, mais uma vez, a lei da seleção natural agindo no mundo.
Putz! Esse post não ficou engraçado! Para resolver isso:
Entraram no bar: Joaquim, Manoel...
Dona de Casa exemplar
Muito prazer! :)
Antes de ir ao Brasil eu estava meio que tentando não me entregar a essa minha nova realidade, mas, depois de um ano aqui e perceber que um trabalho legal (em todas as suas denotações) não será uma tarefa tão fácil assim a menos que eu volte para o verdelindo, resolvi assumir minha posição de dona de casa.
Um dia desses, um amigo meu me perguntou se eu estava fazendo a janta e aquilo me pareceu tão irreal que eu respondi: "Claro que não!" E, aí, ele veio com uma constatação que me afetou mais que eu esperava: "E não é isso que se espera de uma esposa que não está trabalhando?"
Tá bom, eu deixo ele me afetar demais, mas fiquei pensando nisso e acho que, no fundo, eu não gostei porque eu acho que ele está certo. Então, agora, enquanto eu for dona de casa, eu serei uma dona de casa exemplar! (Obrigada, Rafael)
Mas tudo vai depender do meu humor, claro! No dia que estiver no humor, eu cozinho. No dia que eu estiver no humor, eu arrumo. No dia que estiver no humor, eu faxino. Tudo bem que ultimamente nenhum desses humores têm se manifestado, mas eu tenho esperado aqui, quietinha, até que algum deles desperte.
Enquanto isso, tenho mais tempo para escrever no meu blog que ficou esquecido tanto tempo, não é?
Antes de ir ao Brasil eu estava meio que tentando não me entregar a essa minha nova realidade, mas, depois de um ano aqui e perceber que um trabalho legal (em todas as suas denotações) não será uma tarefa tão fácil assim a menos que eu volte para o verdelindo, resolvi assumir minha posição de dona de casa.
Um dia desses, um amigo meu me perguntou se eu estava fazendo a janta e aquilo me pareceu tão irreal que eu respondi: "Claro que não!" E, aí, ele veio com uma constatação que me afetou mais que eu esperava: "E não é isso que se espera de uma esposa que não está trabalhando?"
Tá bom, eu deixo ele me afetar demais, mas fiquei pensando nisso e acho que, no fundo, eu não gostei porque eu acho que ele está certo. Então, agora, enquanto eu for dona de casa, eu serei uma dona de casa exemplar! (Obrigada, Rafael)
Mas tudo vai depender do meu humor, claro! No dia que estiver no humor, eu cozinho. No dia que eu estiver no humor, eu arrumo. No dia que estiver no humor, eu faxino. Tudo bem que ultimamente nenhum desses humores têm se manifestado, mas eu tenho esperado aqui, quietinha, até que algum deles desperte.
Enquanto isso, tenho mais tempo para escrever no meu blog que ficou esquecido tanto tempo, não é?
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